Pesquisa aponta que empresas não têm intenção de reduzir o tamanho do escritório

Pesquisa aponta que empresas não têm intenção de reduzir o tamanho do escritório
Foto por Negative Space em Pexels.com

Estudo realizado pela consultoria Cushman & Wakefield traça perspectivas e tendências de ocupação imobiliária

Retomada dos escritórios e mudanças nos layouts dos espaços corporativos. Esse é o termômetro do novo levantamento realizado pela consultoria Cushman & Wakefield, que ouviu centenas de executivos ligados à gestão imobiliária de centenas de empresas para capturar as percepções quanto à tendência de ocupação imobiliária e aos impactos econômicos causados pela pandemia.

A pesquisa foi realizada com 158 executivos de companhias que possuem entre 100 e mais de 5 mil colaboradores, que ocupam áreas de escritórios que vão de 250m² a 5 mil m² de diferentes segmentos da economia, como financeiro, comércio, jurídico, imobiliário e entretenimento.

Retomada econômica e manutenção da área de escritório

A pesquisa mostrou que 44% dos entrevistados esperam que seus negócios voltem a crescer até o fim de 2020, seguido por 32% que aguardam a retomada do crescimento num prazo maior, até o fim de 2021.

Com a recuperação na confiança do empresariado e o otimismo pela maior parte dos entrevistados, o levantamento apontou que 59% dos executivos não têm intenção de reduzir ou não consegue afirmar ainda se reduzirá o tamanho do seu escritório futuramente. Por sua vez, dessa composição se destacam 37% dos respondentes, que já conseguem afirmar que a área de escritório não será reduzida.

Com relação ao retorno aos escritórios, 84% dos entrevistados informaram que já retornaram ou pretendem retornar até o fim deste ano.

Crescimento no apetite por novas áreas corporativas

A despeito dos impactos econômicos provocados pela pandemia, a pesquisa capturou o crescimento no apetite por novas áreas corporativas das empresas. Entre março e julho, os edifícios de classes A e B localizados nas principais regiões de negócio de São Paulo registraram uma absorção líquida positiva de aproximadamente 40 mil m², indicando que, em vez do apetite por lajes corporativas ter arrefecido, aumentou 68% na comparação ano contra ano (YoY).

Entre os entrevistados, 36% dos que contavam com algum plano de locação ou obras mantiveram o projeto mesmo diante da pandemia, dos quais 47% seguiram com expansões de 21% a 40% do seu tamanho pré-pandemia. Entre os que responderam ter interrompido o plano de expansão, 64% responderam que não foi devido a adoção do modelo de home office e 75% afirmaram ter sofrido médio ou alto impacto econômico devido à crise sanitária.

Retomada aos escritórios

Com a flexibilização da quarentena, muitas empresas estão retornando as suas atividades nos escritórios. Entre os entrevistados, 84% responderam que já voltaram gradualmente com as atividades nos escritórios ou retornarão até o fim do ano.

Parte das empresas já passaram ou passarão por mudanças na disposição dos seus layouts, com a intenção de promover maior distanciamento e segurança entre os colaboradores. 69% pretendem fazer estas adaptações, dos quais 27% responderam que as mudanças devem ser de maneira definitiva, enquanto outros 42% informaram que as reformas no ambiente de trabalho serão de maneira temporária.

Modelo híbrido entre escritório e home office será uma tendência?

Neste momento de grande instabilidade e complexidade, as discussões sobre o modelo híbrido envolvendo momentos de trabalho remoto e momentos de presença física no ambiente corporativo, se mostram desafiadoras. Seja por questões financeiras, de produtividade, pela digitalização da cultura organizacional ou pela saúde mental dos profissionais devido ao distanciamento social.

Independentemente do aumento do modelo híbrido de ocupação nos próximos anos, a demanda por escritórios continuará latente, não apenas pelos vultosos investimentos na construção de novos  empreendimentos pelos próximos anos, o que certamente demonstra a confiança dos investidores com o cenário de longo prazo, mas sobretudo, porque as empresas utilizam do espaço como local de criatividade entre suas equipes, troca contínua de experiências, melhores práticas entre seus colaboradores e principalmente pelo coach e assistência aos recém chegados com pouca vivência profissional. Sem contar com a tendência de menor adensamento em grandes capitas do mundo e que nessa pesquisa foi capturado que cerca de 40% dos executivos respondentes possuem mais de 9m² por funcionário, com a maior fatia desses respondentes afirmando que ocupam acima de 10m² de área privativa por colaborador”, destaca Jadson Andrade, Head de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield.

Highlights

  • 44% dos entrevistados esperam que seus negócios voltem a crescer até o fim de 2020
  • 59% dos executivos não têm intenção de reduzir ou não conseguem afirmar ainda se reduzirão o tamanho do seu escritório futuramente. Por sua vez, dessa composição se destacam 37% dos respondentes, que já conseguem afirmar que a área de escritório não será reduzida.
  • 84% responderam que já voltaram gradualmente com as atividades nos escritórios ou retornarão até o fim do ano.
  • 69% pretendem fazer adaptações no ambiente, dos quais 27% responderam que as mudanças devem ser de maneira definitiva.

Sobre o estudo

A Cushman & Wakefield entrevistou 158 executivos (+30%) para capturar suas percepções quanto a tendência de ocupação e os impactos econômicos ocasionados pela crise sanitária nos últimos meses desde o início da quarentena. Assim como na primeira pesquisa, a Cushman & Wakefield contou com a colaboração de empresas que possuem entre 100 e mais de 5.000 colaboradores, que ocupam áreas de escritórios de tamanhos que vão de 250m² a mais de 5 mil m² e de diferentes segmentos da economia, entre eles os setores Imobiliário, Financeiro, Comércio, Jurídico e de Entretenimento. 

Sobre a Cushman & Wakefield

A Cushman & Wakefield (NYSE: CWK) é uma líder global em serviços imobiliários corporativos que oferece valor excepcional para ocupantes e proprietários. É uma das maiores empresas do setor no mundo, com aproximadamente 53.000 funcionários em 400 escritórios e 60 países. Em 2019, seu faturamento foi de US$8,8 bilhões proveniente de suas principais linhas de serviços como gerenciamento de propriedades, facilities, gestão de projetos, locações, capital markets, avaliação imobiliária e outros serviços.

Saiba mais em www.cushmanwakefield.com.br

Fábio Borges
Coordenador de Comunicação Corporativa
fabio@pressaporter.com.br
(11) 3813-1344 Ramal 45

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